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Os comerciais brasileiros de hoje têm efeitos cada vez mais penetrantes, entram em nossa casa sem bater na porta, predominam em nossos pensamentos sem ao menos percebermos e influenciam – inúmeras vezes – nossas escolhas pessoais. Sabemos que a publicidade brasileira está dentre as melhores do mundo. E mesmo contando com potências que possuem grande qualidade nessa área, é possível generalizar os dias de hoje como uma enorme crise.


Segundo Washington Olivetto, em uma proposta de critica à publicidade brasileira, diz que essa crise de criatividade e identidade não diferencia nosso país de outras partes do mundo, mas lamentavelmente acaba também numa crise de auto-estima e “loucura”.

Amilcar Bettega Barbosa, em trecho de “O crocodilo” expressa a ideia de como hoje estamos acostumados a nos deixar influenciar seja lá pelo o que for. A dúvida e a certeza, assim como a lucidez e a loucura caminham mais juntas do que nunca – em nossos pensamentos, atitudes, críticas, modo de olhar o mundo, etc.


Mudanças, transformações e tendências “rastejam” mansamente em nossas vidas, deixando vestígios (assim como o crocodilo faz no quarto do menino), e causando uma reação automática de modo que nem ao menos pensamos no que está acontecendo e já nos “acostumamos” com o mais absurdo e diferente.

O crocodilo entrou no meu quarto, com passos arrastados que deixaram a ponta do tapete virada. (…) Estou enlouquecendo, pensei, (…) O crocodilo fez um movimento brusco para trás, como quem se defendendo de uma cócega, e me sorriu. Numa reação automática, sorri para ele também (…)

Aos poucos, somos rodeados por aspectos que nos confortam, nos cercam e nos cegam de forma que acabamos deixando de nos preocupar com o contraditório, “enlouquecendo dentro da mais pura normalidade” – coisa que os comerciais brasileiros têm provocado.

Somos um  povo bem-humorado, musical, sensual, romântico e irreverente. Além disso, somos capazes de rir de si próprio, mesmo nos momentos mais difíceis. E são essas características que criam a nossa publicidade: acabamos por ser extremamente receptivos à comunicação comercial.


O texto Papercut descreve uma rotina narrada na 2a pessoa (como se nós – os leitores – estivéssemos vivenciando o que acontece). Desde as mais comuns ações – nascer, aprender a andar, se apaixonar – até as mais incitantes – levar um “pé na bunda”, ter a certeza do sucesso, trocar de faculdade, arranjar um emprego – o autor nos conduz à uma linha de raciocínio que, no início, parece um ciclo vicioso, mas em seguida nos remete a curiosidade do que pode acontecer a seguir, já que bruscas mudanças de pensamentos, atitudes e escolhas desviam qualquer possibilidade de tédio. É mais ou menos assim que encaramos a realidade como um todo, e nela está inserida a publicidade.

Dessa maneira, podemos apelar para o pensamento de que, nos últimos anos, nossa publicidade tem sofrido a exaustão, multiplicando trocadilhos, modificando slogans, alterando sustentações. Olivetto mesmo diz que “se, de um lado, scanners e Photoshops facilitam o dia-a-dia, por outro lado, muitas vezes transformam profissionais de criação em meros reprodutores do já existente”.


É esse caminho que os comerciais brasileiros devem seguir: a grande questão é a revalorização da ideia e o aproveitamento pertinente das atuais boas condições. Cair na rotina, às vezes é normal. Mas o inesperado, o novo, o diferente e o incitante criam caminhos consistentes para que esse trabalho seja reconhecido e bem remunerado.

Quando ainda era “novidade” muitas pessoas fizeram o download do Google Earth para brincar de achar suas casas no meio dessa imensidão que é nosso planeta. Com os minuciosos detalhes e a considerável precisão, procurar lugares de nosso interesse pode ser bem divertido, ainda mais quando podemos ver lá de cima.

Hoje, pode ser que nem todos aqueles que baixaram o programa ainda o utilizem, mas parece que arqueólogos recuperaram a ideia de gostar da ferramenta… Não para encontrar suas casas ou algo do tipo; mas sim para acharem possíveis sítios arqueológicos ainda desconhecidos.

E está funcionando: até o momento foram encontrados 1.977 lugares com esse potencial, incluindo 1.082 túmulos de tumbas antigas. David Kennedy, professor da University of Western Australia, é um dos envolvidos nessa nova atividade da ciência. Foi ele quem vasculhou no Google Earth mais de 500 km2 da Península Arábica e acabou por descobrir esses possíveis sítios.

A revista americana New Scientist cobriu toda a história e conta que assim que o professor Kennedy localizou os possíveis pontos, entrou em contato com um amigo (não arqueólogo) que vive na Arábia Saudita pedindo para que ele fosse até dois desses locais para tirar algumas fotos.

Trechos da reportagem confirmam:  “Kennedy confirmou que os sítios eram vestígios de uma antiga vida – ao invés de vegetação ou sombra – perguntando à um amigo não arqueólogo residente da Arábia Saudita, que foi até dois dos locais fotografá-los”.

Ao comparar as imagens fotografadas com as estruturas que Kennedy tem visto em seu trabalho na Jordânia, ele acredita que os sítios podem ser de até 9.000 anos de idade, mas é necessária a verificação do solo. “Só a partir do Google Earth é impossível saber se encontramos uma estrutura de beduínos que foi feita há 150 anos, ou 10 mil anos atrás”, diz ele.

Pois é… Parece que os novos brinquedinhos digitais que antes tinham finalidades consideradas não muito úteis, tem servido para grandes e futuros projetos importantes!!

Fontes:

http://translate.google.com.br

http://valleywag.gawker.com/

http://uoltecnologia.blogosfera.uol.com.br/

http://tecnologia.br.msn.com/

Para começar o ano de maneira criativa, nada melhor do que a nova ação da Toyota que ficou conhecida como “A Glass of Water” (“Um Copo de Água”).

Realizada na Suécia pela agência Saatchi & Saatchi, a ação – com apenas um copo de água – vem cativando e fascinando os apaixonados pela publicidade no mundo todo, além de proporcionar novas sensações e oportunidades para os consumidores.

Motoristas de toda a Suécia foram abordados em seus veículos por pessoas que distribuíam copos d’água – o objetivo era que o copo fosse colocado na parte superior do console do carro (normalmente onde há a saída do ar-condicionado).

Dessa maneira, dependendo da velocidade e do modo de condução do motorista, a água poderia transbordar – o que causaria certo descontentamento já que o carro ficaria molhado.  Com isso um cuidado maior na hora de dirigir seria provocado, fazendo com que à medida que o carro andasse, a água não tendesse a cair do copo (resultando numa direção mais segura).

Além disso, outro objetivo da ação foi uma solução interessante para melhorar o consumo de combustível, pois com uma “condução mais suave” e um novo modo de dirigir, o gasto de combustível propositalmente iria diminuir.

Contudo, para não gerar estragos nos automóveis e evitar problemas e reclamações, a Toyota em parceria com a Apple criou um aplicativo que simula exatamente esse copo cheio d’água que se desloca de acordo com o movimento do carro. Quer dizer, uma vez inserido no meio digital, o aplicativo não serve apenas para essa simulação: serve também para “ler” e informar a velocidade, percurso e quilometragem percorridas – dados que são automaticamente enviados para o site do projeto em que podem ser comparados com os dados de outros usuários.

O resultado dessa “brincadeira” se deu em mais de 90 mil downloads do aplicativo, tornou o APP “A glass of Water” o terceiro mais usado e baixado da Apple, além de informações como 400.000km percorridos usando tal aplicativo.

Esta simples ideia é uma boa sugestão para uma direção mais gentil e para a redução de até 10% do consumo de combustível – além da diminuição das emissões de CO2.

Fontes:

http://adsoftheworld.com/

http://www.publistorm.com/

http://www.youtube.com/

http://www.firemulticom.com.br/