Linguagens em Arquiteturas Líquidas

Publicado: 13/11/2009 em Uncategorized

“Ler nas entrelinhas” significa observar mais profundamente determinada coisa e tentar olhar por de trás de seus conceitos principais.

 

Se fizermos isso com o computador, fica fácil perceber que este não é apenas um objeto de alta tecnologia, mas um conjunto de recursos capaz de interagir as mais diferentes linguagens. Quer dizer, aquele famoso hibridismo – ou hipermídia – provoca a mistura de textos, imagens, sons, músicas, vídeos, além de transformar completamente o modo como cada um desses elementos são compreendidos.


Ler nas entrelinhas do computador é o mesmo que conseguir identificar uma alta capacidade de absorção e tradução das mídias, junto a um meio de produção, armazenamento, distribuição e recepção de hipermídia. Fica possível decifrar quaisquer códigos, linguagens e sinais digitais ao mesmo tempo em que elas se formam e se misturam.


Cada vez mais, nota-se uma nova maneira de se produzir o texto escrito na sua fusão com outras linguagens. Um exemplo disso é a linearidade que encontramos nos livros: algo que na hipermídia, é quebrada em unidades de informações nos mais diferentes tipos de comunicação.


Interatividade é então a palavra que guia a natureza própria da hipermídia. Mas sem interfaces isso não é possível acontecer: são elas que facilitam a leitura e compreensão da hiper-linguagem. Exemplos disso são as conexões humanas, como hardware, software, joystick, sensores, luvas, teclados, mouse, etc…


Mas é importante lembrar que há interfaces diretas e indiretas. As primeiras são consideravelmente manipuláveis como aquela que ativam ícones de um menu de um software. Já as indiretas são as que estão escritas num programa e não tem visibilidade, mas exercem funções simbólicas.

 

Dessa maneira, a hipermídia torna-se uma linguagem em permanente estado de crescimento capaz de fundir as quatro características que a constituem – sistema não linear, feita por links entre unidades de informações (nós, usuários).

 

Dizer que “a linguagem é a casa do ser” é o mesmo que afirmar que as estruturas digitais híbridas possibilitam a criação de uma lógica nunca antes explorada. As conseqüências culturais e comunicacionais são cada dia maiores e fabricantes de conhecimento, arte e informação.


Assim, logo menos a hipermídia será vista como disciplina básica em cursos diversos, desde a engenharia até a medicina, do mesmo modo em que matemática, história e química são essenciais na educação escolar.

 

Fontes:

http://breeze.faap.br/ntc06txt/


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