32ª Semana de Comunicação FAAP

Publicado: 23/09/2009 em Uncategorized

Tudo ao mesmo tempo agora” foi o tema da 32ª Semana de Comunicação da FAAP que aconteceu do dia 15 ao dia 18 de Setembro de 2009. O evento – tanto para alunos quanto para professores de Comunicação Social – tinha como objetivo não apenas transmitir informações, mas também estabelecer um contato entre quem está no mercado e quem está se preparando para entrar.

 

Com base no conceito do teórico canadense Marshall McLuhan, o “Tudo ao mesmo tempo agora” é dado num ambiente comunicacional, criado pelas tecnologias eletroeletrônicas. Tal ambiente torna-se perceptual por causa de elementos como o vídeo na internet, o rádio e a televisão no celular, o telefone no computador, o livro eletrônico, as redes sociais, os microblogs e a mídia, que redefinem e criam formatos diferenciados de comunicação.

 

Um exemplo perfeito para concretizar tais idéias, é a palestra que foi dada pelos professores Clemara Bidarra, Eliseu de Souza Lopes e Artur Marques S. NetoPalavra: ação e transformação. No decorrer da apresentação foi possível enxergar que “o meio é a mensagem”, mas também que a mensagem é o meio, pois estamos sempre conectados uns com os outros de forma com que a mídia acaba por colaborar no compartilhamento de informações fazendo ocorrer então a criação chamada de coletiva.

 

Contudo, a multiplicidade e simultaneidade da transmissão de conteúdos podem gerar a desorientação cognitiva, que é a fragmentação informacional. Quer dizer, surge a possibilidade de se pensar num futuro como sendo um abismo, um infinito desorganizado. E antes, o que fazia um link entre as coisas – a própria palavra – está cada vez mais se transformando, e por conseqüência, transformando os meios nos quais se encontra: todos.

 

A palestra Palavra: ação e transformação, explicada por competentes qualificados no assunto, nos mostrou o prazer do pensamento crítico, junto ao repertório consistente dos receptores de informações, pois a palavra nada mais faz do que concretizar ideologias. E dessa maneira, a teoria do insucesso performático ocorre quando algo dá errado e mesmo assim é repercutido – o revestimento lingüístico da palavra torna-se diferenciado.

 

Por exemplo, a música-tema de uma das personagens da novela das 8, pertence à banda Calcinha Preta, cujo refrão é “você não vale nada, mas eu gosto de você”. Notamos aqui que o palavreado é mais simples, o sotaque do cantor é rústico e dessa maneira cria-se a impressão de que é uma música da massa e do “povão” que assiste a novela e se identifica com a situação. Porém, se analisarmos um outro estilo de música, de uma banda renomada e mais elitizada – Os tribalistas – podemos encontrar o mesmo conteúdo dado por diferente tipo de palavreado.

 

 

Já sei namorar, já sei beijar de língua (….) Não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”.

 

 

Neste trecho, a mesma “mulher que não vale nada” cantado pela banda Calcinha Preta, é citado na música “Já sei namorar”, mas a palavra é revestida por um conjunto de fatores ideológicos que a transformam sutilmente. Destaca-se então a força da palavra, que dentro de uma mesma idéia, passa por um revestimento lingüístico diferenciado. E é pela mídia que essa força tem ganhado espaço e intensidade.

 

 

Se perguntarmos de onde vem a expressão “Não é brinquedo não”, ou “Stop Salgadinho”, ninguém precisa pensar duas vezes. A mídia impregnada no dia-a-dia transforma o papel que a palavra tem em seu sentido principal. “É hora de morfar” do Power Rangers, “Abra-te Sésamo” do Aladdin, “Ao infinito e além” do Toy Story, “Meu nome é Bond. James Bond” do filme 007, “Hare Baba” da novela Caminho das Índias e outras diversas expressões famosas, são de conhecimento geral, e mesmo que o receptor não tenha visto tal filme, ou assistido a tal programa ou novela, já tem armazenadas algumas palavras famosas inconscientemente.

 

 

E tudo isso é dado em cima da explicação de que, no cinema, aquilo que faz com que as coisas se realizem, aconteçam e se desenvolvam é a palavra AÇÃO. Tudo se faz apenas com o soar da ação.

 

Então… a palavra tem o poder.

 

É o poder.

 

É a história e o presente.

 

É o futuro.

 

A palavra transforma e age.

 

É a ação da transformação.

 

A palavra em transformação ocorre pela ação.

 

A ação transforma a palavra.

 

Tudo ao mesmo tempo, resulta agora nas palavras “AÇÃO” e “TRANSFORMAÇÃO”.

 

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