HIPER…mídia.

Publicado: 10/09/2009 em Uncategorized


A palavra mais adequada para definir o momento no qual a cultura se encontra atualmente, é DIGITAL. A comunicação, a mídia, os meios, as linguagens, o hibridismo, os textos, conteúdos, informações, imagens, sons, são apenas alguns exemplos de recursos que explicitam a interatividade e a não linearidade dessa cultura digital, pois onde quer que seja, eles se misturam e dificilmente são encontrados separados e sem o englobamento de características uns dos outros.


planetaEm outras palavras,  podemos chamar de hipermídia essa atual situação da cultura – ou melhor, da cultura digital. Se quisermos produzir qualquer conteúdo dentro do meio comunicacional – quer dizer, digital – a linguagem será hipermídiatica, já que diversos recursos serão apresentados de forma conjunta, simultânea e sem obrigatoriedade de ordem.


É evidente que a evolução dos meios de comunicação, ao passar do tempo, foram provocando cada vez mais mudanças no que se refere à linguagem utilizada para nos transmitir informações. Por isso, hoje chamamos de hipertexto o sistema de escrita não seqüencial e sem linearidade, que oferece escolhas ao leitor. Mais do que isso, o hipertexto faz parte da hipermídia e significa qualquer conteúdo que tenha interatividade e que faça uso dessa ausência de linha de raciocínio.url de sites


Falamos nessa falta de lógica pois num blog, por exemplo, as informações, os conteúdos e os temas apresentados são diagramados de forma que misturam recursos de linguagens diferentes, e que independentemente da ordem em que se obtenha os dados, é possível entender o que se quer transmitir. O mesmo ocorre com hotsites, que contam com recursos mais inovadores, e de uma forma simples não deixam ocorrer uma perda de conteúdo.


Nessas condições, temos em nossa frente uma comunicação bi-direcional entre emissor e receptor, ou entre usuário e interface – Podemos afirmar isso devido à existência de matrizes plurisensoriais que misturam o verbal, o visual e o sonoro ao mesmo tempo e que passam desapercebidas pela sutilidade de suas interfaces. Isso é, a internet se faz presente como principal linguagem híbrida que trabalha com diversas outras linguagens simultaneamente; e sua mediação com o usuário (chamada de interface) se encontra cada vez menos perceptível.


icones internetEsse hibridismo ocorre em níveis demasiadamente profundos, e por conta disso um artista gráfico por exemplo, deve visualizar um texto como uma imagem, e vice-versa, pois além do conteúdo escrito, ele se preocupa com as formas e com o aspecto visual de sua peça gráfica e de seu texto.


Sendo assim, desde o trabalho de Rui Torres, conhecido como Amor de Clarice e do trabalho de Quentin Tarantino em seu filme Kill Bill, até desenhos animados de lutas japonesas, novelas e seriados televisivos, podemos notar que o foco principal de nossa comunicação atual, não está mais sob imagens e palavras orais ou escritas, e sim nas suas interfaces, sobreposições e intercursos: como diz Santaella, a sensibilidade das palavras tem buscado experimentar outros recursos visuais, procurando incorporar a poeticidade dos textos à hipermídia.


O programa televisivo Big Brother é mais um exemplo disso, onde se misturam diversas matrizes, apresentam-se recursos visuais, sonoros e textuais, é provocada a sensibilidade por meio da aproximação do real – já que dentre os participantes, sempre há aquele que possui uma história de vida parecida com a sua –  e acima de todos os outros aspectos, há a interatividade.


 


Neste caso, a comunicação se dá de forma hipermídiatica, pois o programa só tem continuidade com a nossa interação, ou seja, somos capazes de interagir e decidir qual será o “próximo capítulo” do Big Brother. De dentro da minha casa, posso participar das provas realizadas pelos participantes, escolher o líder da casa, colaborar na conquista da comida semanal, eleger o participante mais bonito, votar naquele que desejo ser o vencedor, entre outras ações que definam e movam o futuro e a repercussão do programa.


Seja pela internet, pelo telefone ou por mensagens de texto, a interatividade com o espectador é sempre forçada de modo sutil, pois nossa atenção é presa no sentimento de querer dar continuidade de acordo com nossos próprios princípios. Já que possuímos a liberdade de decidir o episódio seguinte e influenciar no caminho traçado pelos personagens, mais uma vez se faz presente a ruptura com a linearidade e os acontecimentos dos fatos não apresentam uma ordem lógica de raciocínio – qualquer fato pode mudar a qualquer instante.



Fonte:

http://breeze.faap.br/ntc04txt

http://www.youtube.comwatchv=&feature

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