Redação Publicitária

Publicado: 02/09/2009 em Uncategorized

 

Realizando uma reflexão sobre a publicidade, seus efeitos, suas consequências, provocações e resultados de campanhas conhecidas, é possível dizer – a partir de um olhar crítico sobre os consumidores – que muitas vezes, a publicidade se utiliza demasiadamente de verbos no imperativo, como se tentasse mandar e impor seus objetivos em cima do receptor. Quer dizer, com sua característica autoritária, sempre presente e atuante, chega até a transformar valores individuais e alterar a percepção de tais consumidores.


Essa foi a proposta realizada pelo meu grupo, para o trabalho de REDAÇÃO PUBLICITÁRIA II, da PROFESSORA CLEMARA. Tínhamos que transmitir nossa opinião sobre a publicidade e mostrar o ponto de vista quanto suas características, através de um vídeo que seria apresentado em sala de aula.


Diversos temas foram explorados, mas diferentemente dos demais, pela primeira vez partimos de um pressuposto “negativo” do mundo publicitário, no qual estamos inseridos sem alternativa, saída ou escapatória.


Encontramo-nos numa realidade em que não mais nos preocupamos com o conteúdo transmitido pela publicidade no simples dia-a-dia, e muitas vezes nem nos damos conta quando assistimos um comercial sem sentido algum. Isso vem acontecendo com cada vez mais frequência, sendo que o bombardeamento de imagens, ações e acontecimentos faz com que o olhar do receptor se perca e a atenção já não seja mais dedicada à detalhes, e sim ao amplo e ao todo.


Há casos de campanhas em que o produto divulgado e o nome da marca aparecem poucas vezes, ou até mesmo apenas no final da propaganda – nos últimos segundos. Como exemplo, os comerciais da Nike são feitos com base num jogo de imagens que mostram diferentes ações do homem, que não se interligam em momento algum e que não englobam o nome da marca nem o logotipo.

(Percebam aqui, a preocupação da marca com o conteúdo transmitido ao receptor e como as informações sobre o produto nem são mais tão reforçadas para assim impulsionar a venda)


A parte textual do trabalho foi escrita em cima de slogans conhecidos de marcas fortemente presentes na mídia, como Visa, McDonalds, Coca-cola, Havaianas, Vivo, Adidas, Mastercard, Volkswagen, Terra, C&A, Nokia, Colgate, Nike, Arno, NET, entre outras.


E dessa maneira, optamos pela tentativa de mostrar o quão subordinados estamos com essas milhares e constantes informações que estão a nossa volta e que vêm por todos os lados, de todos os jeitos, a toda hora, em qualquer lugar, 100% do tempo.


São colocados em xeque até os próprios sentimentos do consumidor, de modo com que ele perca sua autonomia e direito de escolha das marcas e produtos que pretende consumir. Sem mais contar o desenrolar do vídeo, assistam e assim fica melhor a compreensão de nossa reflexão sobre a publicidade – que mesmo voltada para um lado menos explorado, mostra a realidade e a atual posição das marcas e consumidores.

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