Sair da mesmisse é o que devemos fazer para nos destacar no mundo em que vivemos

Publicado: 21/08/2009 em Uncategorized

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Num estudo sobre a teoria da comunicação, seus princípios, suas características, suas fases, resultados, conseqüências e conceitos-chaves, ampliamos cada vez mais nosso repertório diante daquilo que diz respeito não só à comunicação social em questão, mas também à sociedade de massa e seu desenvolvimento.

 

tecladoIndo mais a fundo e explorando estudos de teóricos como Humberto Eco, McLuhan, Walter Benjamin, Vilém Flusser, entre outros filósofos, notamos que o desenvolvimento dessa sociedade de massa, ao longo do tempo, acaba por impulsionar diferentes interpretações para o que se define como imagem (seja ela um quadro, uma escultura, ou qualquer tipo de obra de arte). Chega-se então num ponto em que o processo artístico feito pelo manuseio perde lugar para novas técnicas de reprodução capazes de realizar o que a mão e o olho humano por si só não podem fazer.

 

Dessa maneira, as máquinas fotográficas representam um mcomputerarco decisivo no caminho traçado pela tecnologia das mídias digitais, pois nada mais são do que o resultado dessa época chamada de reprodutibilidade técnica. Conceitos como imagem, aparelho, programa e informação servem tanto como ponto de partida para a filosofia da máquina fotográfica, como ponto final conclusivo sobre o estudo das mídias digitais. Isso é, ao mesmo tempo que são capazes de explicar características sobre a fotografia, seu surgimento e seu contexto; são também engolidos por um universo de situações funcionais que, de tão repetitivas, resultam na alienação do homem e da sociedade.fundo10Aquilo que antes era visto como uma imagem produzida automaticamente por um programa criador de informação simbólica que preparava o receptor para um comportamento mágico – a fotografia – hoje é um instrumento mecânico visto como um brinquedo que molda o mundo, o homem e a sociedade, interferindo no pensamento e na própria estrutura da existência. 

 

FUNNY MANPortanto, conclui-se que tais aparelhos como as máquinas fotográficas, programam também nossas vidas, tornam os símbolos cada vez mais vazios, robotizam os desejos e sentimentos, e acabam com o espaço de liberdade. E segundo Flusser, a resposta para isso tudo é jogar contra o aparelho, pois se continuarmos trabalhando apenas dentro de padrões, exigências e limitações, nunca sairemos das variáveis previstas, além de que o próprio usuário se torna incapaz de ser um transgressor – por isso é que se anda dizendo que um usuário é também um funcionário.

 

Se livrar da redundância, romper o padrão, causar um ruídjump in the lakeo, uma falha ou uma brecha, é o mesmo que branquear a caixa preta. Ou seja, essas máquinas sistemáticas e autônomas – chamadas também de caixa preta – deixarão de barrar o caminho da liberdade da vida desses funcionários quando for atingida a conscientização da filosofia da fotografia. Precisamos entender seu funcionamento, fugir da mesmisse, nos destacar e criar algo novo, para dessa maneira dominarmos a linguagem sem sermos incorporados pelos meios digitais.

 

Da mesma maneira que o fotógrafo não pode se submeter à autonomia dos aparelhos e fundo3sistemas programados, o homem atual que vivencia os meios digitais deve entendê-los claramente, conhecer seu funcionamento e dominar sua linguagem, para finalmente desenvolver o novo e criar novos signos.

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